Os pesquisadores dividiram o bem-estar em duas categorias: o eudaimônico, que está relacionado ao sentido de propósito e significado na vida, e o hedônico, que se refere à felicidade cotidiana e à ausência de emoções negativas. Os resultados mostraram que o nascimento de um filho proporciona um aumento sutil no bem-estar eudaimônico, evidenciado por um sentimento mais forte de realização e direção na vida. Essa tendência foi observada tanto em homens quanto em mulheres, embora com um aumento mais significativo entre os homens. No entanto, não foram encontradas diferenças substanciais no bem-estar hedônico, indicando que a presença de filhos não altera de maneira significativa a felicidade imediata ou a experiência de emoções negativas.
Um achado interessante do estudo é que as mulheres que se tornam mães relatam níveis mais elevados de autoconfiança em comparação àquelas que não têm filhos. Essa elevação na autoconfiança, porém, não se estendeu aos homens, sugerindo que as experiências de maternidade podem impactar de forma diferenciada os gêneros.
Quando se trata do impacto da chegada de uma criança sobre a vida conjugal, o estudo revelou um panorama misto. De um lado, a parentalidade pode fortalecer a cooperação e a união entre o casal, pois ambos compartilham interesses e responsabilidades em torno da criança. Por outro, os desafios associados à criação de filhos, que incluem custos financeiros, exigências de tempo e níveis elevados de estresse, podem colocar pressão adicional no relacionamento.
Esses dados revelam que, enquanto a parentalidade pode enriquecer o sentido de propósito de uma pessoa, ela também traz consigo uma série de desafios que podem impactar tanto o bem-estar individual quanto a dinâmica do relacionamento. A complexidade dessa experiência sugere que os futuros pais devem estar cientes das realidades multifacetadas que a chegada de um filho pode trazer.





