De acordo com as constatações da WWF, os custos associados à exploração de petróleo na região podem alcançar impressionantes R$ 47 bilhões, considerando tanto o investimento em atividade de extração de combustíveis fósseis quanto os benefícios financeiros advindos de fontes de energia limpa. A composição desse valor inclui os R$ 22,2 bilhões que seriam injectados na exploração do petróleo, além de um retorno líquido de R$ 24,8 bilhões que poderia ser gerado se os mesmos recursos fossem direcionados a iniciativas de energia renovável.
Ricardo Fujii, especialista em Conservação do WWF-Brasil, enfatiza que ao contabilizar os danos climáticos e sociais, os prejuízos se tornam ainda mais alarmantes. Em suas palavras, as rotas de energia renovável não apenas gerariam benefícios mais amplos e descentralizados, mas também teriam um potencial de emissões de gases de efeito estufa até 80% menores em seu ciclo de vida. Esse argumento sublinha a urgência de se considerar alternativas sustentáveis ao petróleo, principalmente em um contexto em que as questões climáticas se intensificam.
Esse tema será destacado na 1ª Conferência sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, que acontecerá em Santa Marta, Colômbia, entre os dias 24 e 29 de abril. O encontro visa discutir estratégias para um “Mapa do Caminho” que facilite a transição dos combustíveis fósseis, reunindo líderes e especialistas em busca de soluções mais sustentáveis.
O evento será coorganizado pelos governos da Colômbia e dos Países Baixos, com a WWF-Brasil participando como convidada. Representantes do governo federal brasileiro, como Aloisio Melo, secretário nacional de Mudança do Clima, e Flávia Bellaguarda, assessora extraordinária para a COP30, também estarão presentes, sublinhando a relevância do tema em nível internacional.







