
O professor, que deixou duras críticas contra a Organização Mundial de Saúde (OMS) por causa de seu silêncio, questionou várias teorias apresentadas até agora, como por exemplo que o vírus se reduzirá durante o inverno brasileiro (entre julho e setembro). “Não se sabe como vai evoluir o zika ou como ele se comportará sob condições de inverno”, diz Attaran. Ele citou como exemplo o caso da dengue, doença que este ano está registrando seis vezes mais casos do que no ano passado, apesar dos esforços das autoridades brasileiras em erradicar o mosquito transmissor.
O artigo também cita a relação entre zika e microcefalia, e cita um recente estudo realizado no Brasil, que concluiu que 29% dos fetos de mulheres que tiveram a doença durante a gravidez apresentaram um tipo de complicação cerebral. Isto pode ser explicado, segundo o professor, porque o vírus que está afetando o Brasil é uma nova variedade – veio da Polinésia Francesa, em 2013, diz o estudo -, e cujas as características são indeterminadas.
Uma questão que continua a ser analisada e que mais preocupa esses cientistas é a relação entre zika e Guillain-Barré. Por essas e outras razões, e uma vez que se estima que cerca de 500 mil pessoas em todo o mundo vão visitar o Rio, o professor conclui que continuar com os Jogos Olímpicos é ir contra o espírito olímpico, que visa promover a responsabilidade social e respeito pelos princípios éticos fundamentais.
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