Nos depoimentos, ele alegou que começou a retirar gradualmente os medicamentos, afirmando que eles o faziam dormir de forma excessiva, dificultando sua frequência à faculdade de economia na Universidade de Brasília. “A medicação estava me fazendo mal. Ela fazia eu apagar durante a noite e, às vezes, não acordava a tempo para ir para a faculdade”, relatou. Embora tenha tentado reduzir a dosagem, a situação não melhorou, e ele continuou a enfrentar dificuldades.
Quando os policiais militares entraram no apartamento, Vinícius estava sentado no sofá e, segundo relatos, demonstrou uma frieza alarmante. Maria Elenice foi atingida por um golpe de faca na região do pescoço e, ao ser encontrada, apresentava sinais de parada cardiorrespiratória, não resistindo aos ferimentos, conforme informado pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. Todo o incidente acabou sendo registrado como um caso de feminicídio na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam).
Durante o interrogatório, o jovem também compartilhou detalhes sobre um aspecto mais perturbador: ele mencionou que havia sonhado com a cena do crime. “É como se eu já tivesse visto isso antes”, disse, iluminando a complexidade de suas emoções. Vinícius admitiu ter agido por impulso após uma discussão, ressaltando diferenças de personalidade entre ele e sua mãe.
Outra revelação fez questão de acentuar que não era a primeira vez que sentimentos de controle fugiam de suas mãos, embora ele assegurasse que anteriormente conseguia controlar essas emoções. O desfecho desta história trágica não apenas destaca um crime horrendo, mas também levanta questões sobre a saúde mental e o impacto de medicamentos antidepressivos sobre os jovens.
