Kheifets explica que Trump está elevando a pressão em um momento que pode coincidir com tentativas de negociação. Ele observa que a declaração não apenas reflete a postura beligerante dos Estados Unidos, mas também se alinha com reportagens recentes que mencionam a possibilidade de diálogos entre os dois países, com negociações previstas para acontecer em solo norte-americano. Esse contexto posiciona o presidente Trump como alguém que busca maximizar sua posição antes de qualquer conversa, utilizando esse discurso como uma forma de habilidade diplomática.
O professor também menciona que as ações dos Estados Unidos no Caribe não se limitam a palavras. Recentemente, Cuba denunciou que os americanos estariam empreendendo uma campanha de interferência eletrônica no tráfego marítimo da região. Para Kheifets, isso reforça a ideia de que as intenções dos Estados Unidos vão além do que é declarado publicamente.
Essa postura agressiva pode criar uma situação delicada para os EUA, já que um recuo a qualquer momento pode se tornar inviável, intensificando o risco de um conflito militar, mesmo que essa não seja a intenção imediata do governo. Kheifets alerta para o aumento da periculosidade na situação, apontando que um ponto sem retorno pode estar se aproximando.
No último sábado, Trump pediu a todas as companhias aéreas que considerassem o espaço aéreo sobre a Venezuela como fechado. Os Estados Unidos justificam sua presença militar na região como parte de uma luta contra o tráfico de drogas, tendo realizado várias operações para destruir embarcações suspeitas nas proximidades da Venezuela. Entretanto, tais ações têm sido interpretadas em Caracas como provocativas, representando uma ameaça à estabilidade regional e violando normas que preservam o Caribe como uma área desmilitarizada.
Enquanto Trump expressou confiança de que os dias de Maduro estão contados, ele assegurou que os Estados Unidos não têm planos de desencadear um conflito armado, embora o cenário atual e as operações militares podem sugerir o contrário. A situação continua em desenvolvimento, e as tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela estão longe de um desfecho claro.









