Moradores locais expressaram sua tristeza com a situação. “Tudo o que é bom dura pouco. Queria que tivesse durado mais”, lamentou uma residente da área. Para muitos da comunidade, a figura do Curumim é um símbolo importante e a contínua depredação do patrimônio público causa preocupação.
Diego Vaz, secretário municipal de Conservação, esclareceu que o processo de restauração deve levar cerca de dois meses, com expectativa de que a estátua retorne à sua posição original em junho. O trabalho será conduzido no ateliê de Luiz Augusto Correia de Araújo, artista plástico que já fez intervenções no monumento em 2021. Luiz é filho de Pedro Gaspar Correia de Araújo, o criador da obra, que faleceu em 2019.
Vaz também comentou sobre a questão da segurança do patrimônio público, alertando que as punições ainda são insuficientes para coibir atos de vandalismo: “As penas ainda são muito brandas para quem comete danos ao patrimônio público. Isso estimula esse alto índice de ocorrências”, afirmou.
O Curumim, uma majestosa estátua de bronze, representa um jovem índio pescador e celebra a herança dos primeiros habitantes da região, que chamavam o local de Sacopemapã. Sylvia Pontes, uma moradora e atleta de remo, expressou a inquietação que pairou entre os frequentadores da Lagoa após a remoção, que fez muitos temerem que o monumento inteiro tivesse sido levado.
O Curumim não é um caso isolado em relação a monumentos em fase de restauração. Recentemente, a escultura em homenagem ao sociólogo Herbert de Souza, conhecido como Betinho, também sofreu ações de vandalismo, com a subtração das mãos que seguravam um beija-flor. Além disso, na Praia de Botafogo, o banco que suporta a estátua do poeta Carlos Drummond de Andrade foi encontrado danificado após um turista tentar quebrar um coco.
Por fim, a comunidade aguarda com expectativa o retorno dos monumentos à sua integridade, enquanto as autoridades buscam formas mais eficazes de proteção ao patrimônio cultural da cidade.
