De acordo com o professor Michael Beckley, da Tuft University, em um artigo publicado na revista Foreign Affairs, as divisões internas nos Estados Unidos têm sido fundamentais para manter a grandeza do país. Dados econômicos comprovam essa afirmação: os Estados Unidos atualmente representam 26% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, uma porcentagem semelhante à do início dos anos 1990, quando a União Soviética chegou ao fim.
Nos últimos 15 anos, a economia dos Estados Unidos dobrou de tamanho em relação à União Europeia. Além disso, a renda dos americanos mais pobres aumentou significativamente nos últimos anos, atraindo um grande número de imigrantes para o país. Apesar da dívida total dos Estados Unidos ser considerável, é importante ressaltar que a China enfrenta um problema ainda maior nesse sentido.
Em termos de energia, os Estados Unidos se tornaram autossuficientes, produzindo mais petróleo e gás do que a Arábia Saudita e a Rússia. Na área da tecnologia, as empresas americanas dominam o mercado global, gerando metade do lucro mundial do setor. Em contraste, as empresas chinesas respondem por apenas 6% desse lucro.
Portanto, a ideia de declínio dos Estados Unidos sob a gestão de Trump é contestável diante dos dados apresentados. A promessa de uma nova Idade de Ouro pode ser interpretada como um reflexo da confiança na grandeza duradoura do país. É importante analisar os dados concretos para compreender a real situação dos Estados Unidos e sua posição no cenário internacional.
