Estados Unidos Intensificam Ataques ao Irã Após Incidente com Navio Comercial no Estreito de Ormuz e Fechamento da Rota por Teerã

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou neste sábado, 11, que deu início a um novo ciclo de bombardeios direcionados ao Irã, em resposta a um ataque realizado pela Guarda Revolucionária Iraniana contra um navio comercial no Estreito de Ormuz. Esse é o terceiro ataque americano contra alvos iranianos em apenas uma semana, sinalizando uma escalada nas hostilidades entre as duas nações.

Os ataques começaram às 19h15, horário da costa leste dos Estados Unidos, e às 20h15 no Brasil, sob a ordem direta do presidente Donald Trump. O alvo do ataque iraniano foi o GFS Galaxy, um navio porta-contêineres registrado sob a bandeira do Chipre. Infelizmente, um membro da tripulação está desaparecido, e a embarcação sofreu danos severos em sua casa de máquinas, resultando em um incêndio a bordo que a impossibilitou de seguir viagem.

Em seu comunicado, o Centcom declarou que os Estados Unidos estavam determinados a “impor um custo elevado” ao Irã, reduzindo sua capacidade de realizar novos ataques contra marinheiros civis e embarcações mercantis que utilizam a importante via marítima do estreito.

O ataque americano ocorre em um contexto de tensões crescentes, exacerbadas pela declaração da Guarda Revolucionária Iraniana de que o Estreito de Ormuz será fechado por tempo indeterminado. Eles afirmaram ter atingido outra embarcação que, segundo acusação, navegava por uma rota não autorizada e com os sistemas de rastreamento desligados. Reportagens da agência Fars indicam que esta embarcação foi atingida por um míssil de cruzeiro após desobedecer a ordens de resgate, embora não exista confirmação independente sobre a situação.

O Irã não revelou detalhes sobre a embarcação atingida, como sua identificação, bandeira, tipo de carga ou a condição de sua tripulação. De acordo com comunicados do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), o estreito permanecerá fechado “até novo aviso” em resposta ao que Teerã classifica como “interferência americana” na região.

Por sua vez, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, esteve em Mascate para discutir a segurança da navegação com autoridades de Omã. O país propôs rotas alternativas pelo estreito, mas o Irã se opôs, insistindo na manutenção do controle sobre as rotas. As duas nações concordaram em continuar as conversas técnicas e políticas. Além disso, o Irã acusou os Estados Unidos de violar acordos provisórios ao revogar permissões que permitiam à Teerã exportar petróleo bruto no mercado internacional. Araghchi expressou em uma rede social que “só pode haver cooperação mútua”. Enquanto isso, Trump declarou o fim do cessar-fogo, mas assegurou que as negociações com o Irã continuarão.

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