O Novo START é um dos principais acordos bilaterais que visam a limitação dos arsenais nucleares, e sua expiração em 2026 representa um ponto crítico nas relações EUA-Rússia. Kimball enfatizou que, mesmo com o término iminente do tratado, ainda há tempo para as lideranças dos dois países tomarem decisões sensatas que ajudem a mitigar os riscos nucleares. O especialista defende a necessidade de um diálogo sério e sustentável sobre desarmamento nuclear, que não se restrinja apenas a Estados Unidos e Rússia, mas que inclua outras potências nucleares como China, Reino Unido e França.
Recentemente, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, sinalizou a disposição de Moscou em manter os limites do Novo START por mais um ano após a data de expiração, caso haja uma resposta equivalente dos Estados Unidos. Curiosamente, a proposta já havia sido considerada por Donald Trump, então presidente dos EUA, como uma boa ideia. Contudo, até a data estipulada para a resposta formal, 29 de janeiro, a administração americana ainda não havia se pronunciado sobre a iniciativa russa.
O apoio à proposta da Rússia também se estende à China. No mesmo dia em que a Rússia fez sua oferta, o porta-voz do Ministério da Defesa da China, Jiang Bin, expressou que Pequim vê com bons olhos a extensão dos compromissos do Novo START, indicando que a cooperação em segurança nuclear e desarmamento não é apenas uma preocupação dos dois países, mas um tema de interesse regional e global.
À medida que o Nejovo START se aproxima de seu término, o futuro das armas nucleares e a segurança global permanecem em uma encruzilhada, com diversas potenciais no horizonte, dependendo das decisões que poderão ser tomadas nas próximas semanas.
