De acordo com conversas interceptadas pela Polícia Federal, Pequeno era movido pela adrenalina resultante desses roubos, apesar de já ter conquistado um alto padrão de vida através do tráfico de drogas. Ele e seu irmão, Delvane Pereira Lacerda, o Pantera, lideravam uma célula do PCC responsável por essas operações de grande porte.
A tragédia se abateu sobre Pequeno em dezembro do ano passado, quando ele foi morto em uma emboscada em uma barbearia em Osasco, São Paulo. Sua morte foi resultado de uma ação orquestrada por rivais dentro da própria facção criminosa. Após a morte de Pequeno, Pantera assumiu os negócios e deu início a uma onda de violência para vingar a morte de seu irmão.
Esse ciclo de violência que se iniciou com a morte de Pequeno desencadeou uma série de execuções entre os membros do PCC, com Pantera sendo responsável por uma verdadeira “carnificina” em São Paulo e na região do Piauí. A disputa interna resultou em mortes brutais, incluindo tiros, facadas e até mesmo degola, uma prática associada à facção.
Pantera, juntamente com sua esposa Patroa e outros membros do PCC, foi preso durante uma operação conjunta da Polícia Federal e do Gaeco em São Paulo. As prisões fazem parte de uma série de ações realizadas desde o início do ano para desarticular o núcleo financeiro e criminoso do PCC.
O legado de violência e crimes cometidos por Pequeno e Pantera revela a face cruel do mundo do crime organizado, onde vidas são ceifadas em nome do poder e do dinheiro. A prisão dos líderes do PCC representa um passo importante na luta contra o crime organizado e na busca por justiça para as vítimas dessas tragédias.
