Análises mais aprofundadas revelaram que o homem possuía craniossinostose sindrômica, uma condição que resulta da fusão prematura das suturas cranianas, possivelmente ligada à síndrome de Crouzon. Essa deformidade é frequentemente causada por mutações genéticas que afetam o desenvolvimento da face e do crânio. O que torna o caso ainda mais curioso é que essa condição rara de deformidade craniana foi identificada em um adulto que conseguiu sobreviver até os 40 e poucos anos, um feito extraordinário talvez graças a uma vida marcada por intensa atividade física.
Além das características cranianas, o esqueleto exibe também diversas lesões, algumas das quais não apresentam sinais de cicatrização, sugerindo que o homem teve uma morte violenta, possivelmente em um combate. Esta combinação de deformidades, idade avançada e ferimentos relacionados ao conflito representa um caso raro de sobrevivência durante a Idade Média na Europa.
Os pesquisadores destacam que a descoberta não apenas lança luz sobre a saúde física e as condições de vida desse indivíduo, mas também toca em temas mais amplos como identidade social, militar e as características de doenças hereditárias em contextos históricos. O estudo, portanto, se torna uma peça fundamental para entender melhor a interseção entre saúde, identidade e sociedade na época medieval. Com o avanço das investigações, espera-se que novas respostas surjam, enriquecendo ainda mais o conhecimento sobre a vida e as dificuldades enfrentadas por aqueles que viveram há séculos atrás.
