Em uma entrevista pós-jogo, o jogador disse: “Não adianta jogar contra São Paulo, Palmeiras e Corinthians e eles colocarem uma mulher para apitar um jogo desse tamanho.” Ele complementou sua fala pedindo que a Federação Paulista reconsiderasse a escolha de árbitras para jogos importantes, justificando sua opinião com base na frustração resultante da derrota. Logo após suas declarações, que foram vistas como machistas e preconceituosas, ele se desculpou nas redes sociais, afirmando que estava “de cabeça quente” e que suas palavras não justificavam sua postura.
O Bragantino não hesitou em se manifestar sobre a situação. A equipe emitiu um comunicado lamentando as declarações do atleta e afirmou que estudará possíveis punições para Marques. “O clube não compactua e repudia as falas machistas do zagueiro, reafirmando seu respeito por todas as mulheres e, especialmente, por Daiane Muniz”, disse a nota. O comunicado enfatizou a importância de um ambiente respeitoso, tanto no futebol quanto em outras esferas da sociedade.
A repercussão foi além do clube. A Federação Paulista de Futebol (FPF) também se posicionou, encaminhando as declarações de Marques à Justiça Desportiva e manifestando “profunda indignação” com a postura do jogador. A FPF destacou que a afirmação de Marques reflete uma visão ultrapassada e misógina, reiterando seu compromisso com a inclusão e valorização das árbitras no futebol.
Esse episódio evidenciou não apenas um incidente isolado, mas um reflexo de um problema maior que ainda persiste em diversas esferas, especialmente no esporte, onde a luta por igualdade de gênero continua sendo um desafio fundamental. A discussão sobre a presença de mulheres em posições de destaque no futebol segue em pauta, com a esperança de que incidentes como este sirvam de aprendizado para promover uma mudança significativa na mentalidade e na cultura do esporte.







