ESPORTE – Vitor Tavares conquista bronze nas duplas do Mundial de Parabadminton, enquanto Brasil encerra participação em Manama com 14 atletas competindo.

O Campeonato Mundial de Parabadminton chegou ao seu fim neste sábado, em Manama, no Bahrein, marcando uma importante competição para os atletas deficientes ao redor do mundo. A participação brasileira, que ocorreu até a última sexta-feira, foi marcada por bons resultados, embora também tenha apresentado desafios para os competidores.

Um dos destaques do evento foi o paranaense Vitor Tavares, que conquistou a medalha de bronze na categoria de duplas masculinas da classe SH6, voltada para atletas de baixa estatura. Vitor formou uma parceria com o jogador estadunidense Miles Krajewski e juntos, eles mostraram garra e talento ao longo da competição. No entanto, na semifinal, enfrentaram uma forte dupla chinesa, Lin Naili e Zeng Qingtao, e acabaram sendo derrotados por 2 sets a 0, com parciais de 21/14 e 21/12. Com a ausência de uma disputa pelo terceiro lugar, a dupla garantiu automaticamente a medalha de bronze. Esta conquista é especialmente significativa para Vitor, que também havia conquistado uma medalha de bronze na Paralimpíada de Paris em 2024, embora naquela ocasião tenha competido na modalidade de simples.

Quando se trata da competição individual, Vitor enfrentou mais dificuldades. Ele foi eliminado nas oitavas de final pelo próprio Krajewski, o que adicionou um elemento curioso à sua jornada na competição. Ao longo de sua passagem pelo campeonato, o atleta brasileiro disputou oito partidas, registrando um total de seis vitórias e duas derrotas.

O Brasil foi representado por um time de 14 atletas no Mundial, que começou no dia 8 de fevereiro. Além de Vitor, as competidoras brasileiras se destacaram especialmente nas categorias para mulheres com deficiências nos membros inferiores. A maranhense Ana Carolina Coutinho e a paranaense Edwarda Oliveira se destacaram ao alcançarem as quartas de final em suas disputas individuais na classe SL4. Na mesma linha, a parceria entre a paulista Mikaela Almeida e a paranaense Kauana Beckenkamp também chegou às quartas de final nas duplas das classes SL3-SU5, que incluem atletas com deficiências nos membros superiores.

A participação brasileira, com seus altos e baixos, evidencia tanto a luta dos atletas como o potencial que o país tem no parabadminton, sinalizando que há um caminho promissor pela frente.

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