Aos quatro minutos do segundo tempo, Vinícius Júnior recebeu passe do francês Kylian Mbappé e, com uma finalização precisa da entrada da área, conseguiu superar o goleiro Anatoliy Trubin, fazendo a bola estufar as redes no ângulo superior. Sua comemoração, que incluiu uma dança em frente à bandeira de escanteio, provocou reações da torcida adversária e dos próprios jogadores do Benfica.
A confusão escalou rapidamente, levando o árbitro François Letexier a aplicar um cartão amarelo ao brasileiro, que, ao se dirigir ao juiz, denunciou ter sido chamado de “mono” durante o jogo, um termo pejorativo em espanhol. A situação gerou um desconforto evidente dentro do campo, com os jogadores das duas equipes se envolvendo em uma discussão acalorada.
O árbitro, então, ativou o protocolo antirracismo ao erguer os braços em forma de “X”, resultando em uma interrupção de cerca de dez minutos. Durante essa pausa, os jogadores do Real Madrid consideraram deixar o campo em protesto, mas a partida foi retomada sem punições definitivas para o clube português. Após o episódio, Vinícius Júnior tornou-se alvo de vaias sempre que tocava na bola, evidenciando o clima hostil que permeava o estádio.
Além do destaque pela atuação em campo, Vinícius Júnior alcançou uma marca significativa: com o gol, ele se consolidou como o segundo brasileiro com mais gols na história da Liga dos Campeões, totalizando 31, superando Kaká. Neymar permanece na liderança com 42 gols.
Com essa vitória, o Real Madrid não só garantiu vantagem para o jogo de volta, que acontecerá em sua casa, no Santiago Bernabéu, como também trouxe à tona um debate necessário sobre racismo no esporte. O próximo encontro, marcado para quarta-feira (25), às 17h (horário de Brasília), promete ser novamente um momento de tensão e expectativa, tanto dentro quanto fora do campo.







