A mobilização ganhou força devido à atuação polêmica do ICE sob a administração do ex-presidente Donald Trump, que intensificou as campanhas de deportação nos Estados Unidos. O receio dos manifestantes é que a presença deste órgão, mesmo que alegadamente limitada a missões diplomáticas, possa representar uma continuidade dessas práticas implacáveis em solo italiano. Dentre os protestos, destacava-se uma jovem de Minnesota, Katie Legare, que expressou a necessidade de mostrar que o ressentimento contra as ações do ICE não é apenas uma questão interna do país, mas uma preocupação global. Em sua visão, é fundamental levantar a voz contra injustiças.
Enquanto isso, autoridades italianas tentaram acalmar as tensões, negando a presença efetiva de agentes do ICE nas ruas, e afirmando que apenas membros da Investigação de Segurança Interna dos EUA estariam presentes em atividades diplomáticas. O Comitê Olímpico e Paralímpico dos EUA corroborou essa posição, tranquilizando que não haveria envolvimento do ICE na segurança da equipe norte-americana.
Além das questões de imigração, os manifestantes criticaram, de maneira mais ampla, o custo dos Jogos Olímpicos, argumentando que os recursos poderiam ser melhor alocados, dado o elevado custo de vida e a escassez de espaços públicos na cidade. Alguns protestos também abordaram temas de justiça internacional, como a situação em Israel e Palestina, refletindo a diversidade de questões que mobilizam os cidadãos.
Com a cerimônia de abertura se aproximando, as autoridades italianas tomaram precauções adicionais, mantendo escolas no centro de Milão fechadas e restringindo o acesso a determinadas áreas com o objetivo de aumentar a segurança e minimizar transtornos no trânsito. A situação em Milão ilustra um momento de tensão entre celebração e contestação, onde uma grande festa esportiva se transforma em palco para reivindicações sociais e políticas.
