A lista de surfistas classificados será definida em junho de 2028, um mês antes do início do evento. Essa nova regra altera significativamente a dinâmica de classificação. Por exemplo, na última temporada, dois atletas brasileiros figuraram entre os cinco primeiros do circuito masculino: Yago Dora, campeão, e Ítalo Ferreira, quarto colocado. Porém, apenas Yago estaria garantido na Olimpíada sob as novas diretrizes da WSL.
Além da redução nas vagas da WSL, a ISA anunciou um aumento no número de classificações através dos Jogos Mundiais de Surfe, também conhecidos como ISA Surfing Games. Para a edição de 2028, cada gênero terá direito a dez vagas, limitadas a um atleta por país. Ademais, países que obtiverem bons resultados nas competições de 2026 e 2027 poderão garantir vagas adicionais.
Nos Jogos de Paris 2024, a lógica de classificação via Jogos Mundiais era semelhante, mas as vagas eram limitadas a sete por gênero, com um adicional destinado ao país com o melhor desempenho no evento. O Brasil teve um desempenho significativo e garantiu representatividade em ambas as categorias, indo ao pódio com seis atletas.
Ainda há outras possibilidades de qualificação, pois os surfistas podem se classificar por meio de torneios continentais, como os Jogos Pan-Americanos de 2027, que serão realizados em Lima, no Peru, onde o campeão garantirá sua vaga na Olimpíada.
Vale destacar que o Brasil é um dos países mais vitoriosos no surfe olímpico, conquistando medalhas em três edições. Em Tóquio 2021, Ítalo Ferreira trouxe para casa a primeira medalha de ouro do surfe, enquanto em Paris 2024, Gabriel Medina garantiu a medalha de bronze e Tatiana Weston-Webb a prata. Essas conquistas ilustram a força do Brasil na modalidade, que aspira a mais triunfos nas Olimpíadas futuras.
