Lula descreveu Oscar como um “exemplo de obstinação, talento e amor à camisa da Seleção”. Segundo o presidente, o atleta teve a notável capacidade de unir o país por meio de suas performances nas quadras, realizando arremessos inesquecíveis e exercendo uma liderança indiscutível. Ele destacou que “sua dedicação elevou o nome do país e fez dele inspiração para gerações de atletas e amantes do esporte”. O presidente também expressou suas condolências à família, amigos e fãs de Oscar, que também sentem sua ausência.
Com uma carreira repleta de conquistas, Schmidt vestiu a camisa da Seleção Brasileira por muitos anos. Ele foi campeão sul-americano e conquistou uma medalha de bronze em competições internacionais. O ponto alto de sua trajetória esportiva chegou em 1979, quando ele venceu a Copa William Jones, um dos mais prestigiosos torneios interclubes do basquete. No ano seguinte, fez sua estreia em Jogos Olímpicos, durante a edição de Moscou, e continuou a brilhar em outras quatro olimpíadas: Los Angeles em 1984, Seul em 1988, Barcelona em 1992 e Atlanta em 1996, sempre destacando-se como um dos principais cestinhas.
No entanto, a trajetória de vida de Schmidt não foi isenta de desafios. Ao longo dos últimos 15 anos, ele enfrentou a batalha contra um tumor cerebral, um adversário que requer coragem e resiliência. Infelizmente, Oscar faleceu em sua residência em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. Ele foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana já em parada cardiorrespiratória, onde foi declarado morto.
De acordo com informações da assessoria do atleta, o velório ocorrerá de forma reservada, em respeito ao desejo da família, que optou por um momento íntimo de despedida. A partida de Oscar Schmidt, um genuíno ícone do esporte, deixa um legado que será sempre lembrado pelos amantes do basquete e por todos os brasileiros que admiraram seu compromisso, talento e paixão pelo jogo.
