Desde 2024, Adriano lutava contra um sarcoma, um tipo de câncer ósseo, que acabou levando à sua morte. O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) manifestou seu profundo pesar pela perda do atleta, relembrando sua impressionante carreira repleta de conquistas. Ao todo, ele acumulou 11 medalhas em Jogos Parapan-Americanos, consagrando-se como um verdadeiro ícone da natação paralímpica.
Adriano foi um medalhista exemplar, tendo subido aos pódios em seis edições dos Jogos Paralímpicos, iniciando sua jornada em Atlanta, em 1996, e culminando sua participação no Rio de Janeiro, em 2016. Sua coleção inclui cinco medalhas de prata e três de bronze, reforçando sua habilidade e dedicação ao esporte.
Em um evento realizado em junho do ano passado, o ex-atleta expressou sua satisfação ao observar o desenvolvimento do paradesporto no Brasil e falou sobre a importância de proporcionar oportunidades para novos esportistas. “Eu comecei a nadar em 1993, dois anos antes da fundação do CPB. Então faço parte desta história. Digo que não é por acaso que o Brasil está sempre entre os 10 melhores nos Jogos Paralímpicos”, afirmou ele.
Adriano entrou para o mundo da natação como uma forma de reabilitação após um acidente grave, onde caiu de um telhado aos 17 anos. Assim, o esporte não apenas se tornou um caminho para sua recuperação, mas também uma paixão que o levou a se tornar um atleta campeão.
Seu legado perdurará, e sua contribuição ao desenvolvimento do paradesporto no Brasil foi reconhecida, sendo ele homenageado durante as celebrações dos 30 anos do CPB em 2025. A história de Adriano Gomes de Lima serve como um poderoso testemunho da força e determinação que o esporte pode proporcionar, não apenas como um meio de competição, mas também como uma importante ferramenta de superação e inclusão social.
