Além disso, a Copa do Brasil também será reformulada, ampliando o número total de confrontos de 64 para 72 jogos. Com esta mudança, haverá jogos de ida e volta a partir das quartas de final, culminando na decisão do torneio. A competição contará com a participação de 66 clubes de todas as 27 unidades federativas do país, e será realizada entre 22 de abril e 15 de novembro.
Outra novidade importante é a transformação da Supercopa Feminina, que agora seguirá o modelo já aplicado no futebol masculino. O torneio reunirá os campeões da Série A1 e da Copa do Brasil em uma partida única, agendada para o dia 8 de fevereiro. Essa mudança visa não apenas modernizar o torneio, mas também proporcionar uma maior visibilidade às conquistas das equipes femininas.
Um aspecto inovador do novo calendário é o apoio voltado para atletas mães e lactantes, que poderão levar seus filhos nas viagens, com todos os custos cobertos pela CBF. Isso reflete um compromisso da entidade com a inclusão e com o bem-estar das jogadoras, promovendo um ambiente mais acolhedor e propício ao desenvolvimento da modalidade.
A reformulação do calendário é considerada uma estratégia crucial para impulsionar e consolidar o futebol feminino brasileiro, especialmente com a proximidade da Copa do Mundo de 2027, que ocorrerá em solo nacional. O presidente da CBF, Samir Xaud, ressaltou a importância deste trabalho, que envolveu consulta a especialistas, federações, clubes e jogadoras. Segundo ele, as mudanças representam um investimento de R$ 685 milhões nas competições femininas, com uma impressionante expansão de 41% nas datas disponíveis, 84% no número de partidas e 69% nas vagas disponíveis no calendário nacional. Essas medidas marcam um novo capítulo para o futebol feminino no Brasil, elevando ainda mais seu potencial e a visibilidade de suas competições.
