Dos nove pugilistas brasileiros que chegaram às finais, quatro conquistaram medalhas douradas. O primeiro a garantir sua vitória foi Luiz Oliveira, conhecido como Bolinha, que triunfou sobre o norte-americano Sallin Ellis Bay. Em seguida, o capixaba Yuri Falcão mostrou sua habilidade ao vencer o japonês Nishiyama Shion na categoria até 65 kg. Os outros ouros vieram por decisões unânimes dos juízes. O baiano Wanderley Pereira, apelidado de Holyfield, derrotou o croata Gabrijel Veočić na final dos 80 kg, enquanto Isaías Filho, conhecido como Samurai e vice-campeão mundial, não deu chances ao espanhol Enmanuel Reyes, que faturara o bronze olímpico em Paris, e levou o ouro na colisão dos 90 kg.
Além dos quatro títulos, o Brasil também sagrou-se vice-campeão em cinco categorias, sendo três delas masculinas. Kauê Belini, o Baby Bull, ficou com a prata nos 85 kg após ser derrotado pelo azerbaijano Sultanbek Aibaruly. Outro paulista, Kauê Belini, alcançou a segunda posição ao perder para o polonês Damian Durkacz nos 70 kg, e o atleta do Corinthians Thauan Silva também obteve a prata após sua derrota nos 75 kg.
Nas competições femininas, a carioca Rebeca Lima, atual campeã mundial, foi superada na final dos 60 kg pela cazaque Viktoriya Grafeyeva, enquanto a paulista Bárbara Santos, apelidada de Bynha, levou a prata após o revés para a norueguesa Sunniva Hofstad nos 75 kg.
Foz do Iguaçu sediou pela segunda vez consecutiva a etapa inicial da Copa do Mundo, organizada pela Federação Internacional de Boxe. Esta edição contou com um recorde de mais de 400 boxeadores, um feito impressionante que destacou o crescente interesse e a relevância do boxe no cenário esportivo internacional. O calendário da competição ainda prevê uma nova etapa em junho em Guiyang, na China, com as finais marcadas para acontecer em Tashkent, no Uzbequistão, entre novembro e dezembro.
