ESPORTE – Bélgica vence EUA em jogo polêmico e avança às quartas, entre debates sobre expulsão de Balogun e comemorações à la Trump

Nomes icônicos como Thibaut Courtois, Kevin de Bruyne e Romelu Lukaku ainda despertam memórias intensas entre os torcedores brasileiros. Juntamente com o já aposentado Eden Hazard, estes jogadores pertencem à famosa “geração de ouro” do futebol belga, que ficou marcada pela histórica vitória sobre o Brasil, por 2 a 1, nas quartas de final da Copa do Mundo de 2018, realizada na Rússia. Este grupo é capaz de provocar reações emotivas, especialmente considerando o impacto que tiveram em grandes clubes europeus, apesar de ainda não terem conquistado um título significativo com a seleção nacional.

Recentemente, esse trio de estrelas serviu como um elo entre a antiga geração e uma nova safra de talentos que, após oito anos, conseguiu novamente levar a Bélgica para as quartas de final de um Mundial. Na segunda-feira, 6 de novembro, os Diabos Vermelhos garantiram seu lugar na próxima fase após uma convincente goleada de 4 a 1 sobre os anfitriões dos Estados Unidos em Seattle. Agora, a seleção belga se prepara para um duelo emocionante contra a Espanha, marcado para esta sexta-feira, 10 de novembro, em Los Angeles.

A vitória foi especialmente doce para os belgas devido aos contornos polêmicos que a cercaram. No jogo anterior, a FIFA havia suspenso o efeito suspensivo do cartão vermelho recebido pelo atacante norte-americano Folarin Balogun, que tinha sido expulso durante a partida contra a Bósnia e Herzegovina. Essa decisão resultou em um burburinho nas redes sociais, onde a Real Associação Belga de Futebol fez questão de ironizar a situação. A mensagem “O nome é futebol” com “soccer” riscado e a provocação “Revertam isso” foram algumas das postagens que ecoaram o descontentamento belga.

Vale mencionar que essa polêmica ganhou destaque após o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contatar o presidente da FIFA, Gianni Infantino, pedindo a revisão da expulsão de Balogun, insinuando que o árbitro brasileiro Raphael Claus agiu de forma suspeita. A Bélgica tentou recorrer da decisão, mas o pedido não foi aceito.

No campo, Balogun teve uma atuação discreta, enquanto a Bélgica dominava a partida. O primeiro tempo terminou com dois gols do atacante Charles de Ketelaere, que é um dos novos talentos que emergem do legado deixado pela geração anterior. Na etapa final, um erro do goleiro Matt Freese permitiu que o meia Hans Vanaken marcasse o terceiro gol. Lukaku, que entrou no segundo tempo, selou a vitória com o quarto gol e, em uma comemoração inusitada, imitou a famosa dancinha de Trump.

Após a partida, o meia Nicolas Raskin refletiu sobre as controvérsias, afirmando que a vitória talvez tivesse sido um resquício de justiça. Por outro lado, o técnico Rudi Garcia preferiu minimizar o impacto da polêmica, enfatizando que a equipe tinha um plano de jogo a seguir e que a confusão não era de responsabilidade do jogador envolvido. O foco, segundo ele, sempre esteve em como a equipe poderia jogar coletivamente, independente das circunstâncias externas.

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