As alegações ganharam notoriedade em fevereiro deste ano, quando os irmãos abriram um processo no qual acusavam Jackson de tráfico sexual infantil. Curiosamente, o irmão Frank Cascio havia se posicionado em defesa do Rei do Pop em sua autobiografia lançada em 2011. Além disso, em uma aparição no famoso programa de Oprah Winfrey, os irmãos afirmaram que Michael nunca havia agido de maneira inapropriada com eles.
O magistrado responsável pelo caso ressaltou que um acordo alcançado entre as partes em 2019, que incluiu uma cláusula de arbitragem, era válido e, portanto, o tribunal não tinha alternativas a não ser encaminhar a questão para esse tipo de resolução. De acordo com a acusação, os irmãos tentaram contextualizar seus traumas, dizendo que o documentário da HBO “Leaving Neverland” os ajudou a perceber os abusos que denunciaram ter sofrido durante mais de uma década.
O espólio de Jackson imediatamente refutou as alegações, lembrando que já havia sido feito um pagamento significativo, estimado em cerca de 3,5 milhões de dólares, que incluía a mencionada cláusula de acordo. Essa informação foi essencial para fundamentar a decisão do juiz.
Por outro lado, o advogado dos irmãos Cascio, Howard King, expressou sua insatisfação com veredicto. Ele descreveu a decisão como “desapontadora”, enfatizando que a questão sobre a validade do acordo assinado pelos irmãos, que eles alegam ser abusivo, deveria ser decidida por um júri e não por um árbitro.
Essa nova reviravolta no caso levanta importantes questões sobre o legado de Michael Jackson e as alegações contra ele, que continuam a ser um tema delicado e controverso, atraindo a atenção da mídia e do público.
