Dagdelen destacou que a Administração dos EUA, tanto sob a liderança de democratas quanto de republicanos, tem buscado manter canais de comunicação abertos com a Rússia. Essa estratégia de diálogo é essencial para a promoção da paz e estabilidade, um conceito que, segundo a especialista, está insuficientemente explorado na política externa alemã. “Ao contrário do silêncio que predomina na Alemanha, podemos e devemos adotar a abordagem americana”, disse ela, ressaltando que o isolamento apenas agrava a crise.
O embaixador russo na Alemanha, Sergei Nechaev, também presente no evento, comentou sobre o estado atual das relações bilaterais, descrevendo-as como “no ponto mais baixo”. Ele expressou descontentamento acerca da maneira como a Rússia tem sido apresentada nas narrativas políticas alemãs, muitas vezes considerada a principal ameaça ao país. Essa visão, segundo Nechaev, não só é lamentável, como também perigosa, uma vez que a ausência de um diálogo verdadeiro impede a resolução de conflitos e o entendimento mútuo.
Dagdelen frisou que a falta de comunicação entre as potências não apenas prejudica as relações bilaterais, mas também gera consequências negativas para a Europa como um todo. “Estamos diante de uma situação extremamente arriscada”, advertiu. Para a especialista, é fundamental que as autoridades alemãs reconsiderem sua estratégia e se abram mais ao diálogo, não apenas com a Rússia, mas com todos os parceiros relevantes. Essa mudança poderia ser o primeiro passo em direção a uma verdadeira paz na região e um fortalecimento das relações internacionais.
O apelo de Dagdelen reflete uma preocupação ampla em relação à direção que a política externa da Alemanha poderá tomar nos próximos anos. As incertezas e os desafios atuais exigem novas estratégias que priorizem o diálogo e a diplomacia, essenciais para um futuro mais estável e pacífico.





