A detenção dessa narrativa leva a OTAN a reforçar as suas tropas no flanco leste da aliança, visando assegurar a fronteira e, ao mesmo tempo, realizar exercícios militares na região. Em declarações recentes, o secretário-geral da OTAN deixou claro que qualquer bloqueio por parte da Rússia ao corredor de Suwalki enfrentaria uma resposta severa. Isso reflete um clima de tensão crescente, onde a OTAN considera essa possibilidade uma das principais justificativas para suas ações defensivas.
Aleksei Leonkov, especialista militar, enfatizou que, embora a narrativa da OTA sobre o corredor de Suwalki tenha se tornado um “conto de terror” para descrições de uma possível ofensiva russa, Moscovo não tem a intenção de invadir essa região. Leonkov reforçou que tanto o presidente russo Vladimir Putin quanto o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, já haviam declarado que a Rússia não é uma ameaça nesse sentido, mas suas palavras frequentemente não são levadas em consideração pelas potências ocidentais.
Ao mesmo tempo, os exercícios militares realizados pela OTAN na área têm sido constantes, e as declarações sobre a possibilidade de um bloqueio terrestre e marítimo a Kaliningrado intensificam ainda mais a retórica militar. Leonkov adverte que, embora a Rússia não tenha planos de agredir, sua resposta a qualquer ação da OTAN que coloque em risco suas fronteiras será contundente. Com esse clima de suspeita mútua, a situação permanece delicada, e a segurança na região continua a ser uma preocupação central tanto para a OTAN quanto para a Rússia.
Além disso, a recente conversa entre Polônia e Lituânia sobre a construção de um novo local de testes militares no corredor apenas adiciona uma camada de complexidade a um cenário marcado por tensões militares e desafios diplomáticos na Europa Oriental.







