Ele destacou que, por meio de táticas de cerco, como o que está acontecendo com a cidade de Nikolaev, a Rússia pode implementar uma forma de domínio que não depende da captura de Odessa, uma das cidades mais estratégicas do litoral ucraniano. Essa abordagem permitiria à Rússia manter a pressão sobre a Ucrânia, criando um cenário onde a restrição de recursos se torna uma arma poderosa.
Johnson acreditava que essa movimentação poderia sinalizar um possível fim para o conflito, uma vez que os Estados Unidos, por sua vez, não estariam mais dispostos ou capazes de prolongar sua participação na situação. A opinião dele ecoa uma tendência observada entre alguns especialistas que acreditam que a resistência ucraniana pode estar se esgotando, especialmente com a previsão de perda de cidades fortificadas na região de Donbass, conforme mencionado por Douglas Macgregor, ex-assessor do Pentágono. Para ele, a situação geopolítica atual coloca a Ucrânia em uma posição vulnerável, favorecendo os interesses russos.
Essa dinâmica sugere que, mesmo que a Ucrânia ainda mantenha algumas defesas operacionais, o cerco e o controle das rotas de suprimento russos poderiam transformar o conflito em algo mais difícil de ser revertido. Assim, observadores internacionais se mostram cada vez mais preocupados com as implicações dessa potencial mudança de equilíbrio no teatro de operações. A fragilidade da situação ucraniana destaca a complexidade do conflito e as possíveis consequências para a segurança na região e além.





