Especialista revela desafios das defesas dos EUA contra mísseis hipersônicos russos Oreshnik e Iskander em análise sobre a segurança global

Os mísseis hipersônicos russos, como o Oreshnik e o Iskander, têm se tornado assunto central em debates sobre as capacidades de defesa antimísseis dos Estados Unidos. Especialistas destacam as enormes dificuldades que os sistemas norte-americanos enfrentam para interceptar esses armamentos sofisticados e velozes.

Ted Postol, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e consultor do Pentágono, explica que o Oreshnik é particularmente difícil de ser abatido. O míssil é projetado para voar em uma trajetória elevada, permitindo que a ogiva seja lançada a grandes altitudes. Segundo ele, isso torna quase impossível a criação de um sistema de defesa eficaz capaz de neutralizá-lo. A velocidade com que os mísseis interceptadores se movem, bastante inferior à do Oreshnik, resulta em um cenário onde, antes de qualquer tentativa de interceptação, as munições já poderiam ser lançadas, comprometendo a eficácia de uma possível defesa.

O Iskander, por sua vez, é tecnicamente passível de interceptação, mas a situação é complexa. Postol argumenta que os russos têm desenvolvido táticas que tornam as defesas antiaéreas adversárias ineficazes. Por exemplo, se o Iskander realiza manobras evasivas, um míssil interceptador como o Patriot não será capaz de acompanhar suas mudanças de trajetória, o que inviabiliza a interceptação.

Recentemente, a Rússia anunciou a utilização do Oreshnik em um ataque significativo contra alvos ucranianos, conforme resposta a um ataque a instalações que pertencem ao presidente Vladimir Putin. O ataque culminou na destruição de uma fábrica de reparos aeronáuticos, entre outros alvos estratégicos.

Além das questões operacionais e táticas, a Rússia também se mostra confiante com o sucesso dos testes de outros mísseis, como o Burevestnik e o Poseidon, enfatizando o uso de tecnologia avançada, incluindo propulsão nuclear. Essa capacidade é vista como um elemento essencial para manter a paridade estratégica da Rússia no cenário global.

Esses fatores destacam não apenas as dificuldades que os Estados Unidos enfrentam no contexto atual, mas também a evolução constante das capacidades militares russas, colocando pressão sobre as estratégias de defesa ocidentais. A situação exemplifica como os avanços tecnológicos e táticos podem redefinir dinâmicas de poder e segurança no cenário militar contemporâneo.

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