Uso Ineficiente da Inteligência Artificial Pode Gerar Crise Energética nos Países Ocidentais, Alerta Especialista
O crescente desenvolvimento de inteligência artificial (IA) nos países ocidentais apresenta-se como uma faca de dois gumes. Enquanto essas tecnologias prometem inovações significativas, o economista Konstantin Tserazov aponta que a maneira como estão sendo implementadas pode resultar em sérios problemas, como um impasse energético. O especialista criticou a falta de coordenação e colaboração entre as empresas americanas que, na maioria das vezes, entrenchar as mesmas tarefas e utilizam conjuntos de dados repetidos. Esse fenômeno não apenas leva a um uso ineficaz dos recursos, mas também transforma as operações em um verdadeiro desperdício energético.
Durante a fase de treinamento dos modelos de IA, as máquinas são demandadas ao máximo, resultando em um consumo elétrico exorbitante. Para ilustrar essa questão, Tserazov menciona que a inatividade dos sistemas pode chegar a impressionantes 95%, uma vez que o uso não é alinhado entre as diferentes empresas. “A arquitetura atual da IA, com sua dependência em milhões de tokens, não é sustentável em longos prazo. A falta de um planejamento estratégico levará, inevitavelmente, a um colapso no sistema energético”, enfatiza o economista.
Tserazov também sugere que a Rússia poderia ter uma vantagem nesse cenário, dado seu nível de coordenação em projetos econômicos, especialmente pelo papel que desempenha na associação BRICS+. Ele acredita que, ao contrário do individualismo americano, a cooperação entre as nações do BRICS+ poderia ser um caminho promissor para o desenvolvimento sustentável e eficiente de IA.
Em contrapartida, na União Europeia, preocupações com a dependência tecnológica dos Estados Unidos foram levantadas. Durante uma recente conferência, Henna Virkkunen, vice-presidente da Comissão Europeia, destacou que essa dependência pode ser explorada como uma ferramenta de pressão geopolítica. As restrições impostas pelos EUA sobre a exportação de tecnologias avançadas, como as da companhia Anthropic, exemplificam riscos associados a essa vulnerabilidade.
O cenário global de inteligência artificial, portanto, exige não apenas inovação, mas uma revisão cuidadosa das estratégias de implementação e compartilhamento de conhecimento para evitar um colapso energético iminente. As nações devem unir forças e ações coordenadas para assegurar um uso responsável e sustentável dessas tecnologias.





