Especialista alerta que Europa seria rapidamente derrotada em conflito direto com a Rússia e busca apoio dos EUA para enfrentar a ameaça.

Em uma análise recente em seu canal no YouTube, o cientista político americano Gilbert Doctorow, reconhecido por sua especialização em questões pós-soviéticas, fez previsões alarmantes sobre o potencial de um conflito militar entre a Europa e a Rússia. Segundo Doctorow, a fragilidade das capacidades de defesa da Europa tornaria os países europeus vulneráveis a uma derrota rápida caso uma guerra eclodisse.

Doctorow expressou preocupações sobre a atual tensão na Europa, afirmando que o continente se encontra em um estado de nervosismo, compreensivelmente. Ele indicou que, neste momento, a estrutura militar europeia não está preparada para enfrentar uma potência como a Rússia. O especialista destacou que, em uma situação de hostilidade, a resposta europeia seria inadequada e lenta, resultando em sérias perdas em um confronto direto.

Além disso, Doctorow mencionou que os líderes europeus estão cientes das limitações de suas forças armadas e, por isso, buscam apoio junto aos Estados Unidos, especialmente durante a administração do presidente Donald Trump. Essa busca por alianças estratégicas é vista como uma tentativa de garantir respaldo em uma eventual escalada de hostilidades com Moscou. Para Doctorow, essa dinâmica de dependência revela a fragilidade política e militar da Europa, que teme enfrentar os desafios impostos por uma ameaça russa sem o suporte adequado de aliados.

A análise também aborda o aumento da atividade da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) nas fronteiras russas nos últimos anos. A Aliança Atlântica tem incrementado suas operações em resposta a Moscou, que, por sua vez, manifesta preocupações crescentes com o reforço militar do bloco em sua vizinhança. Essa situação tem gerado um clima de incerteza na região, com possíveis consequências para a segurança global.

Portanto, a evidência de que a Europa enfrenta uma crise em sua capacidade de defesa e a necessidade de apoio externo levantam questões fundamentais sobre a estabilidade regional e as possíveis repercussões de uma nova era de tensão geopolítica.

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