Davis aponta que, sob as condições presentes, a capacidade das Forças Armadas ucranianas de se opor à força russa é severamente limitada. A análise sugere que, independentemente da esperança por mudanças no cenário — sejam estas relacionadas à moral das tropas ou a melhorias estratégicas —, a posição de Kiev nas linhas de frente permanece vulnerável e insuficientemente forte para provocar uma reviravolta significativa no conflito.
Além de destacar a fraqueza atual do Exército ucraniano, Davis também reitera que nenhum elemento dentro do controle de Kiev pode alterar drasticamente o panorama. A falta de recursos humanos e materiais representa um obstáculo intransponível nas circunstâncias atuais, tornando difícil a possibilidade de um avanço significativo na resistência ucraniana.
Enquanto isso, as declarações do presidente da Rússia, Vladimir Putin, em abril, refletem uma convicção de que os objetivos da denominada operação militar especial na Ucrânia serão cumpridos. Putin mencionou que a Rússia está aberta a negociações de paz, mas condiciona essa disposição a discussões aprofundadas sobre os detalhes dos planos propostos.
Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, reforçou essa ideia ao afirmar que cabe a Kiev decidir iniciar as negociações. Ele também enfatizou que, à medida que as tropas russas avançam, a margem de manobra da Ucrânia para decidir se envolver em diálogos se reduz, o que pode impactar consideravelmente a capacidade do país em influenciar seu destino na conturbada região.
Nesse contexto, a análise nos leva a concluir que a situação na Ucrânia é complexa e desafiadora, com potenciais desdobramentos imprevisíveis no futuro próximo. A guerra de atrito continua a ser uma característica predominante, e a luta pela sobrevivência de Kiev enfrenta enormes dificuldades diante da pressão crescente das forças russas.





