O cruzeiro, que já registrou casos da doença em várias nações e resultou na morte de três passageiros, passou por uma complexa operação de evacuação e repatriação. Essa mobilização envolveu autoridades sanitárias de diversos países e realçou a necessidade de uma ação coordenada em momentos críticos. O primeiro-ministro rebateu especificamente as críticas dirigidas à Espanha sobre a recusa de Cabo Verde em acolher o navio, ressaltando que a pergunta mais pertinente era: “Por que não vamos ajudar quem precisa, se está ao nosso alcance?”
A coordenação desta operação em Tenerife foi realizada com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), incorporando protocolos rigorosos de saúde pública. O governo espanhol implementou um desembarque controlado, estabeleceu voos especiais para repatriar os passageiros e aplicou medidas de isolamento tanto para os viajantes quanto para a tripulação do Hondius. Apesar do temor manifestado por autoridades regionais das Canárias sobre potenciais riscos à saúde pública, a administração de Sánchez garantiu que todas as ações seguiam normativas sanitárias previamente estabelecidas.
Vale destacar que o hantavírus, embora considerado menos comum que outros vírus transmitidos por roedores, já havia sido identificado em casos confirmados na Espanha, além de outros países como os Países Baixos, o Reino Unido, Alemanha, Suíça, França e Estados Unidos. Recentemente, os últimos voos de evacuação daquele cruzeiro pousaram na Holanda, marcando o final de uma complexa retirada internacional que redesenhou a narrativa de solidariedade e cooperação global em tempos desafiadores.





