Fico alertou sobre as consequências econômicas que a suspensão do fluxo de gás poderia trazer. Ele estima que a paralisação do trânsito de gás através da Ucrânia poderia custar à União Europeia cerca de 50 bilhões de euros em gás e adicionais 70 bilhões em eletricidade gerada a partir desse recurso, considerando o impacto de um aumento significativo nos preços do gás. Essa situação não apenas poderia agravar a crise energética do continente, como também comprometeria ainda mais a já fragilizada economia europeia.
Além disso, a Eslováquia busca alternativas para o suprimento de gás, incluindo a tentativa de garantir um fornecimento do Azerbaijão, embora haja preocupações de que o gás proveniente de Baku possa ser, na verdade, gás russo disfarçado. A situação está se tornando cada vez mais tensa, especialmente devido à recusa da Ucrânia em renovar o acordo de trânsito do gás, que Vladimir Zelensky já havia confirmado não seria prorrogado.
A única rota de fornecimento atualmente disponível passa pela estação de medição de gás na cidade russa de Sudzha, que garantiu um fluxo de aproximadamente 14,9 milhões de metros cúbicos de gás no ano passado, representando cerca de 4,5% do consumo da União Europeia. Esse cenário levanta muitas questões sobre as implicações futuras para a segurança energética regional e a possibilidade de um agravamento das tensões políticas entre os países envolvidos.
