
Escolas da rede pública estadual apresentam 16 projetos na 15ª edição da Expofísica. O evento, promovido pelo curso de Física da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), ocorreu até esta sexta-feira (29) no Instituto de Física da Ufal, com o intuito de democratizar o conhecimento da Física.
A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) também é parceira do evento e levou 16 ações de escolas estaduais para a exposição, o que incluiu pesquisas, projetos de robótica e trabalhos do Observatório Astronômico Genival Leite Lima.
Dentre as unidades de ensino participantes estão as escolas estaduais Edmilson Pontes (Maceió), Manoel Gentil (Satuba), Fernandes Lima (Maceió), Professor Loureiro (Murici), Moreira e Silva (Maceió), José Aprígio Vilela (EJAV- Teotônio Vilela) e Francisco Leão (Rio Largo), todas premiadas pelas suas apresentações. Os campi Maceió e Coruripe do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) também levaram projetos para o evento.
“Nesta 15ª edição da Expofísica expusemos as ações de de ensino, pesquisa e extensão da universidade. Nossas estimativas é que, no decorrer do evento, tenhamos recebido a visita de mais de 40 escolas e 1.600 estudantes”, estima a coordenadora da Expofísica, Maria Tereza de Araujo.
O coordenador do Centro de Ciência e Tecnologia (Cecite-Seduc), Ronaldo Cristiano Moura, destaca que a Expofísica é uma oportunidade para as instituições de ensino socializarem os projetos científicos desenvolvidos na rede pública. “Por meio da Expofísica, o aluno tem um contato lúdico e interativo com a Física, desmistificando a ideia de que a disciplina é de difícil aprendizagem”, fala Ronaldo.
Robótica para a vida
As escolas estaduais Francisco Leão, de Rio Largo e José Aprígio Vilela (EJAV), de Teotônio Vilela, levaram projetos de robótica para a Expofísica: protótipo de resgate movido a energia solar, premiado com medalha e o modelo de escola inteligente e automatizada, que recebeu medalha de prata. Ambas as premiações são referentes ao dia 28 de novembro.
O protótipo da Escola Francisco Leão tem como diferencial a possibilidade de ser recarregado por energia solar, podendo funcionar por muitas horas. Já a Escola Inteligente da EJAV apresenta uma proposta de escola automatizada, onde as luzes e aparelhos eletrônicos seriam automaticamente desligados nos horários de intervalo e alimentação, totalizando uma economia diária de duas horas de energia e R$ 2 mil.
Os professores e alunos participantes destacaram a importância das escolas apresentarem seus trabalhos na Expofísica. “Estamos divulgando as nossas ideias e também adquirindo novos conhecimentos”, frisa Wellington Santos, aluno da 3ª série do ensino médio da EJAV.
“Por meio da Expofísica, mostramos como a robótica é benéfica não só para a aprendizagem dos alunos, mas para a própria vida”, pontua Felipe Raony, professor da Escola Francisco Leão.
Quem foi ao evento como visitante também aprovou a iniciativa. “Foi uma experiência muito boa. Particularmente, gostei muito de ver a apresentação de meus amigos de Rio Lago”, disse Dianelly Evans, aluna da 2ª série do ensino médio da Escola Estadual Doralice Moura.
Premiados
Além da EJAV e da Francisco Leão, foram premiadas na Expofísica as escolas estaduais Manoel Gentil e Edmilson Pontes (ambas com ouro), Fernandes Lima (prata), Moreira e Silva (bronze) e Professor Loureiro.
Ascom – 29/09/2017







