Conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista é promovida na Escola Sesc Jaraguá
No ambiente escolar, crianças e adolescentes encontram não apenas um espaço de aprendizado, mas também um lugar fundamental para o desenvolvimento de habilidades sociais e a formação de cidadãos mais empáticos e respeitosos. Em abril, mês mundial de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), a Escola Sesc Jaraguá implementou diversas ações pedagógicas para aumentar a compreensão dos alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I sobre esse tema crucial.
As atividades foram elaboradas de maneira a considerar as especificidades de cada faixa etária. Na Educação Infantil, a abordagem foi lúdica, utilizando jogos e dinâmicas para tornar o aprendizado mais envolvente. Para os alunos do Ensino Fundamental, as iniciativas estimularam uma participação ativa, encorajando os estudantes a fazer perguntas e compartilhar experiências, levando em conta o nível de conhecimento já adquirido sobre o autismo.
A psicóloga escolar Monique Pacífico enfatizou a importância da informação e da conscientização nesse processo. Segundo ela, ensinar sobre as dificuldades enfrentadas por pessoas autistas é um caminho essencial para promover uma educação verdadeiramente inclusiva. “Quando conseguimos mostrar como podemos ajudar e nos conectar com o outro, promovemos um ambiente onde todos se sentem pertencentes. A inclusão começa com a informação, especialmente entre crianças que não têm experiência com as diferenças,” destacou.
O impacto das atividades educacionais é visível no dia a dia dos alunos. Cauê Guilherme, estudante do 5º ano, compartilhou como o aprendizado afetou suas interações. Ele ressaltou a importância do respeito às características individuais de cada pessoa autista, comentando sobre o comportamento de seu primo e de seu colega de sala. “O autismo é coisa séria, não é para brincar. A gente precisa entender como lidar com cada um,” afirmou.
Além do trabalho realizado na escola, houve uma mobilização com as famílias para que participassem ativamente. Monique enfatizou que a proposta é que as discussões sobre autismo continuem fora do ambiente escolar. Para reforçar essa interação, os alunos foram incentivados a usar acessórios azuis no dia das atividades, o que ajudou a integrar as famílias nessa pauta.
A coordenadora pedagógica Claudyane Isabel também comentou sobre o cotidiano escolar inclusivo. Ela observou que com o trabalho contínuo em torno da educação inclusiva, as crianças neurodivergentes, incluindo aquelas com TEA, têm acesso a toda programação da escola e interagem harmoniosamente com seus colegas. “As crianças brincam juntas, participam das aulas e atividades sem que as diferenças sejam o foco. O que importa é a criança, não a sua especificidade,” concluiu.
Essas iniciativas na Escola Sesc Jaraguá demonstram o potencial transformador da educação inclusiva, preparando uma nova geração para um futuro mais empático e respeitoso.







