Recentemente, o cenário mudará com a revelação de que Marcola recebeu um empréstimo da empresária Roberta Luchsinger, implicada em investigações da Polícia Federal relacionadas a um esquema de fraudes do INSS. A situação se torna ainda mais delicada ao se considerar que Luchsinger mantém relações próximas com Fábio Luís Lula da Silva, o popularmente conhecido como Lulinha, filho do presidente. Essa descoberta levanta questões sobre a integridade das relações de confiança no alto escalão do governo.
Aos 40 anos, Marcola conquistou a confiança de Lula, mantendo uma relação próxima ao longo da última década. Sua trajetória começou em 2015 no Instituto Lula, onde rapidamente se destacou por sua habilidade em gerenciar a agenda e os compromissos do ex-presidente. Durante o período em que Lula esteve preso, ele se destacou ao se mudar para Curitiba, onde mantinha contato frequente com o presidente, mesmo em momentos delicados. Além disso, durante a pandemia, ele contribuiu para que Lula continuasse atuando politicamente à distância.
Formado em sociologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) e filiado ao PT há 23 anos, Marcola é conhecido por seu perfil discreto e aversão aos holofotes. Ele opta por não aparecer frequentemente em eventos oficiais, sendo reconhecido como um dos colaboradores mais leais ao presidente.
Em 21 de julho, Marcola deixou suas funções como chefe de gabinete para integrar a equipe de coordenação de campanha, porém ainda mantendo acesso direto a Lula. Agora dividido entre a nova posição e as responsabilidades anteriores, ele se vê em uma situação sensível devido às reclamações sobre a natureza do empréstimo recebido. Marcola comentou em nota que o empréstimo foi quitado e não tem relação com suas atribuições no governo, destacando sua intenção de manter a integridade de sua atuação. Essa situação, no entanto, traz à tona o debate sobre a transparência e a ética na gestão pública em tempos de incertezas políticas.
