Os rumores sobre irregularidades surgiram principalmente após um jogo específico que ocorreu em março de 2025, onde a Udinese venceu o Parma. O principal ponto de discórdia foi um suposto toque de mão que poderia ter resultado em um pênalti. Relatos indicam que a equipe do VAR, que inicialmente não apoiava a revisão da jogada, acabou mudando de posição após uma conversa entre Daniele Paterna, o árbitro responsável pela análise em vídeo, e uma terceira pessoa não identificada. Tal mudança inesperada na decisão provocou desconfiança sobre a integridade do processo, especialmente considerando que essa interação na sala de VAR foi capturada pelas câmeras de monitoramento.
A origem dessa investigação remonta a uma carta enviada por Domenico Rocca, um ex-assistente de arbitragem, à Associação de Árbitros da Itália (AIA) em maio de 2025, na qual ele alertava sobre irregularidades. Essa ação levou à abertura de um inquérito, intensificando as dúvidas já existentes sobre a condução da arbitragem na liga italiana.
Gianluca Rocchi, que aos 53 anos é um dos árbitros mais respeitados do país, não é apenas conhecido por sua longa trajetória de apitos em partidas da Série A, mas também por sua presença em competições internacionais, tendo apitado jogos na Copa do Mundo de 2018. Ele assumiu o cargo de chefe de arbitragem em 2021, após se aposentar do ofício de árbitro, o que torna essa situação ainda mais complexa do ponto de vista ético e administrativo.
À medida que a investigação avança, o efeito sobre a confiança no sistema de arbitragem na Itália pode ser profundo, levantando questões sobre a transparência e a ética na gestão das partidas de futebol.
