Durante os levantamentos realizados pela polícia, foram analisadas mensagens trocadas no celular da médica responsável. As conversas revelaram que, durante o atendimento ao pequeno Benício, ela estava distraída com assuntos particulares, como a venda de produtos de beleza e transações financeiras via Pix. Esses achados foram considerados, pelo delegado Marcelo Martins, como uma evidência contundente da desatenção da profissional em um momento de extrema seriedade.
Além da médica, a técnica de enfermagem que executou a aplicação da injeção e dois diretores do hospital também foram responsabilizados pela morte de Benício. A criança foi levada à unidade com sintomas de tosse seca e suspeita de laringite. O protocolo, conforme indicado pela médica, previa a administração de três doses de adrenalina de 3 miligramas cada, com intervalos de 30 minutos, exclusivamente por via endovenosa, sem que houvesse uma verificação adequada da prescrição.
Reforçando a gravidade da situação, a mãe de Benício chegou a questionar a equipe sobre a administração do medicamento na veia, ressaltando que seu filho nunca havia recebido tal tratamento antes. Apesar do alerta, a técnica continuou com o procedimento. Perante a complexidade do quadro, a médica admitiu, em mensagens privadas, que havia cometido um erro, afirmando: “O paciente desmaiou. Pelo amor de Deus. Eu errei a prescrição”.
Infelizmente, após ser submetido a uma emergência médica, Benício não resistiu e faleceu na madrugada do dia 23 de novembro de 2025. O caso levanta questões críticas sobre a segurança dos pacientes e a responsabilidade profissional dentro do setor de saúde, refletindo a necessidade premente de uma revisão nas práticas adotadas em ambientes hospitalares. A tragédia traz à tona a discussão sobre a qualidade do atendimento e a urgência de medidas para prevenir fatalidades semelhantes no futuro.







