Erika Hilton Responde a Ataques: “Discurso Odioso Contaminou Debate sobre Feminicídio”

Na última segunda-feira, a deputada federal Erika Hilton, do PSOL de São Paulo, manifestou-se sobre um contexto recente de ataques direcionados a ela, ressaltando que a intenção por trás dessas ofensas era desviar atenção de pautas prioritárias ligadas à mulher. Em meio a um aumento alarmante dos índices de feminicídio, Erika destacou que os ataques carregam discursos odiosos que minam discussões crucialmente necessárias no âmbito da Comissão da Mulher.

Erika fez essas declarações durante uma entrevista no programa Roda Viva, da TV Cultura. Ela afirmou que as tentativas de desacreditar sua figura enquanto parlamentar se baseiam em preconceitos, especialmente por ser uma mulher trans. Hilando seu raciocínio, a deputada alertou que o debate deveria focar na efetividade das políticas públicas para mulheres e na defesa dos direitos femininos. No entanto, conforme Erika, essas oportunidades foram ofuscadas por um discurso de ódio que empurra a discussão para um viés pessoal e destrutivo.

O apresentador Ratinho, que fez críticas à deputada, disse não ter nada contra ela pessoalmente, mas questionou a sua legitimidade para o cargo. Essa postura gerou uma série de reações, incluindo a de Silvia Abravanel, empresária e filha do famoso apresentador Silvio Santos. Em entrevista, Silvia minimizou as críticas de Ratinho, alegando que ele não ofendeu a dignidade de Erika ao questionar sua legitimidade enquanto mulher trans.

Em resposta ao debate, Erika moveu uma ação judicial contra Ratinho, acusando-o de transfobia e violência política de gênero, demandando que a situação fosse apurada por meio de um inquérito. A deputada enfatizou a seriedade das questões enfrentadas por mulheres, especialmente no contexto atual de violência de gênero e misoginia crescente.

Por sua vez, Ratinho defendeu seu estilo direto, desconsiderando as alegações de “lacração” e reafirmando seu direito de se expressar livremente, mesmo que suas palavras possam incomodar. Erika, em suas declarações, frisou que os ataques devem ser combatidos com informações e políticas eficazes, apontando que as mulheres brasileiras necessitam de respostas firmes em relação ao aumento de casos de violência de gênero. O embate entre elas destaca uma feição significativa no debate político atual, expondo a luta por representatividade e respeito aos direitos das mulheres na sociedade.

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