Em suas declarações, Erika expressou sua insatisfação quanto à logística necessária para conduzir sua campanha por São Paulo, destacando a importância de um esquema de segurança robusto. Segundo ela, tanto ela quanto seus integrantes políticos enfrentam riscos concretos, que não podem ser desconsiderados pela burocracia partidária. Sem o devido suporte, Erika alerta para a possibilidade de comprometer não apenas sua candidatura, mas também a integridade física dos envolvidos.
A escolha do PSOL de não se unir a uma federação com PT e outros partidos, uma proposta defendida por Erika e pelo ministro Guilherme Boulos, gerou divisões internas. A ala oposta interpreta o descontentamento da deputada como uma estratégia para aumentar os recursos destinados à sua campanha, promover a candidatura de Natália Boulos à Câmara dos Deputados e preparar o caminho para uma possível saída do partido.
Membros da direção nacional do PSOL sustentam que a alocação de recursos para Erika já demonstra uma deferência significativa, já que, segundo eles, ninguém deveria receber mais do que outros candidatos em circunstâncias semelhantes. Em 2022, até mesmo Boulos, reconhecido como puxador de votos, recebeu valores inferiores em comparação a candidatos em reeleição.
Os aliados de Erika afirmam que suas reclamações vêm à tona em um momento de crise interna, e que a insatisfação poderia levar a uma possível saída coletiva dos membros do partido após as eleições. Eles destacam que a tensão dentro do PSOL expõe desigualdades entre pré-candidatos, apontando uma percepção de privilégios relacionados a questões de raça e identidade.
Erika também questionou a lógica por trás dos critérios de financiamento das campanhas, ressaltando a disparidade entre os valores alocados a ela e a candidatos com menor experiência. Em suas redes sociais, a deputada citou outros parlamentares que também expressaram descontentamento com a atual gestão do partido.
Na mesma linha, ela destacou a relevância de recursos financeiros adequados para a clauclusura de barreira que o PSOL busca atingir. Com um olhar crítico, Erika sugere que o tratamento desigual dentro do partido e as recentes decisões do STF, que anistiam partidos por violação de cotas eleitorais de minorias, exacerbaram a problemática.
Além disso, a deputada explica que a falta de transparência em relação às planilhas de financiamento prejudica a sua candidatura. Ela argumenta que na atual configuração, novos membros do partido podem receber mais lipídios do que aqueles com uma trajetória consistente, levantando questões sobre a representatividade e os princípios de equidade dentro da sigla.
A situação evidencia uma dinâmica complexa e frágil dentro do PSOL, marcada por disputas internas e a necessidade de reavaliar a distribuição de recursos para garantir não apenas a coesão, mas também a integridade das candidaturas envolvidas.





