Erika Hilton Acusa PSOL de Quebrar Acordos e Prejudicar Candidaturas de Minorias na Disputa Eleitoral; Críticas à Presença de Privilégios na Distribuição de Recursos.

Crise interna no PSOL: Erika Hilton critica privilégios na distribuição de recursos para campanhas

No contexto das eleições deste ano, a deputada federal Erika Hilton revelou sua insatisfação com a direção nacional do PSOL, acusando a sigla de desrespeitar acordos internos relativos à distribuição de recursos para a campanha. Segundo ela, a situação está prejudicando não apenas sua própria candidatura, mas também os outros membros do partido que foram sugeridos com o objetivo de fortalecer a legenda, superar a cláusula de barreira e garantir uma bancada sólida.

Erika, que se destacou na luta pelo fim da jornada de trabalho 6×1, expressou seu orgulho por seus esforços, mas destacou as dificuldades que enfrenta. Em suas redes sociais, ela enfatizou: “Fazer campanha no nosso país não é igual para todos. Sou uma deputada negra e travesti”. A parlamentar mencionou a complexidade de organizar sua campanha, que demanda uma logística robusta e medidas de segurança significativas, ressaltando que as realidades complexas que envolvem sua segurança não podem ser ignoradas pela burocracia partidária. Ela teme que a falta de apoio possa inviabilizar sua candidatura e comprometer seu potencial de votos, além de colocar sua integridade física em risco.

Erika também questionou os critérios utilizados para a distribuição dos recursos de campanha, apontando disparidades entre a verba destinada a sua pré-candidatura e a de outros membros da sigla, muitos dos quais têm menos experiência política. Ela citou nomes como os deputados estaduais Renata Souza, Rick Azevedo e Carlos Giannazi, que também expressaram descontentamento com a forma como o processo está sendo conduzido. A deputada criticou o que considera uma hierarquia injusta, onde novos integrantes, como Juliano Medeiros e Manuela d’Ávila, recebem prioridades maiores em termos de financiamento, em comparação a ela, que possui uma trajetória consolidada no Congresso.

A deputada frisou que há uma tentativa de sufocar as vozes que estão na linha de frente em favor de uma seleção de pré-candidaturas que privilegiam um perfil específico, arriscando os interesses do PSOL.

Outro aspecto que chamou a atenção de Hilton foram as decisões recentes sobre a política de inclusão do partido, que, segundo ela, foram desmontadas sob a liderança da atual presidente nacional, Paula Coradi. Erika argumentou que a política de repasses justos, que levava em consideração aspectos de gênero, raça e deficientes, foi totalmente comprometida, em um momento em que a necessidade desse tipo de abordagem é reconhecida pelas autoridades eleitorais. Para a parlamentar, isso representa um retrocesso indesejável e inaceitável para o partido.

A situação interna no PSOL se revela, assim, marcada por tensões que, se não tratadas, podem prejudicar significativamente a dinâmica eleitoral da sigla e afetar sua trajetória política nos próximos anos.

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