Erdogan afirmou que seu governo pretende abordar esse tema com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o chanceler russo, Sergei Lavrov. Em suas palavras, “Se a Ucrânia cortou o fornecimento de gás da Eslováquia, devemos tomar medidas. O nosso ministro dos Negócios Estrangeiros discutirá a questão da necessidade de gás da Eslováquia com [Sergei] Lavrov, e eu discutirei isso com Lavrov e [Vladimir] Putin. Tomaremos essas medidas nesta semana”.
Além disso, Erdogan abordou a questão do conflito ucraniano, destacando que a paz é essencial para qualquer solução. Ele mencionou também a intenção de conversar sobre esse assunto com o recém-empossado presidente dos EUA, Donald Trump, ressaltando a importância de manter uma relação amistosa com o líder norte-americano.
O presidente turco também ressaltou a necessidade de suspender as sanções internacionais impostas à Síria, enfatizando a importância dessa ação. A interrupção no fornecimento de gás via território ucraniano, anunciada pela Gazprom no início de janeiro, tem gerado preocupações no âmbito internacional, com possíveis impactos negativos para a Ucrânia, a Rússia e demais países envolvidos.
Analistas apontam que a interrupção do fornecimento de gás pode agravar a situação na região e na Europa como um todo, elevando as tarifas de energia e contribuindo para pressões inflacionárias. A falta de renovação do acordo entre a Gazprom e a Naftogaz Ucrânia tem gerado incertezas e receios quanto a uma nova crise energética no continente europeu.
Diante desse cenário complexo, a disposição da Turquia em discutir alternativas para o fornecimento de gás à Eslováquia é vista como um passo importante para mitigar os impactos negativos da interrupção do envio de gás via Ucrânia. A busca por soluções diplomáticas e o diálogo entre as partes envolvidas podem ser cruciais para garantir a estabilidade energética na região.
