Durante a viagem de volta de uma cúpula do BRICS realizada na Rússia, Erdogan ressaltou que as discussões sobre a retirada das forças americanas da região têm se arrastado por muito tempo e que o Brasil deve se atentar a essa dinâmica. Segundo ele, a retirada das tropas não estará alinhada a uma estratégia de segurança mais ampla, mas sim a uma necessidade de curto prazo. “Os Estados Unidos estão utilizando organizações terroristas para seus próprios interesses na região”, afirmou Erdogan, destacando que as forças americanas continuam a fornecer apoio extensivo a Israel.
A questão da retirada das tropas americanas do Iraque também foi abordada por autoridades iraquianas. O ministro das Relações Exteriores do Iraque, Fuad Mohammed Hussein, indicou que as negociações entre Bagdá e Washington ainda estão em andamento, mas que não havia um cronograma definido para a saída das tropas. Em um cenário mais amplo, o primeiro-ministro iraquiano, Mohammed Shyaa Al Sudani, enfatizou que a presença das forças da coalizão internacional já não é mais necessária para combater o grupo terrorista Daesh, sugerindo uma crescente autonomia das forças armadas iraquianas.
Esse cenário ilustra as complexas dinâmicas da política no Oriente Médio, onde as alianças e os interesses estratégicos frequentemente se entrelaçam, gerando tensões tanto entre nações quanto entre grupos regionais. As declarações de Erdogan refletem não apenas uma crítica à ação dos Estados Unidos, mas também uma reafirmação da posição da Turquia em relação às suas preocupações com a segurança nacional e a influência regional.
