
Há décadas inimigos político o ex-prefeito de Traipu, Marcos Santos(PMDB) seu uniu ao seu arqui-inimigo Erasminho Dias que será o candidato a prefeito contra o promotor de Justiça, Eduardo Tavares que ficou conhecido pela sua atuação no Procurador Geral por ser durão em cima de corrupção.
Hoje, na frente da residência de Marcos Santos, o vice prefeito Erasminho Dias que rompeu com a prefeita democratas Conceição Tavares, vai fazer uma grande manifestação para mostrar o povo de Traipu que ele e Marquinhos estão unidos para administrar a cidade a quatro mãos. O Vice prefeito Ercilio Freitas é primo da peemedebista Julianna Kummer – esposa de Marcos Santos que retirou a sua candidatura para apoiar Erasminho.
A inimizade dos dois, começou quando Erasminho Dias se juntou ao seu tio Pinheiro Mourão para denunciar as falcatruas do então prefeito Marcos Santos que terminou sendo preso pela Policia Federal. Ele foi denunciado ao Ministério Publico Federal, chegando até ficar foragido da Justiça.
Marcos Santos chegou a ser condenado há 13 anos e seis meses de reclusão e quatro anos e 15 dias de detenção pelo Pleno do Tribunal Regional Federal da 5ª Região(TRF5) por prática de crimes de Responsabilidade, fraude em licitação, corrupção ativa , lavagem de dinheiro e quadrilha.
As Fraudes
– Os crimes foram constatados em procedimento de fiscalização realizada pela Controladoria Geral da União (CGU) e em investigação realizada pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Polícia Federal (PF), especialmente com a quebra de sigilo fiscal, bancário e telefônico dos denunciados, que culminou com o cumprimento de mandados de busca e apreensão, sequestro de bens e prisão, autorizados judicialmente.
Segundo a denúncia do MPF, Marcos Santos associou-se a seu filho, Marcos Douglas Medeiros dos Santos, Francisco Carlos Albuquerque dos Santos, Eurípedes Marinho dos Santos, Álbson Pimentel Cavalcante e Júlio de Freitas Machado para a prática dos crimes, centralizando os procedimentos para determinar o rumo dos negócios das empresas envolvidas nas licitações fraudadas. Francisco Carlos e Júlio de Freitas Machado, funcionários públicos de Traipu, foram orientados por Marcos Douglas quanto ao emprego de material barato nas obras públicas no município de Traipu, bem como quanto à alteração de projetos e de planilhas orçamentárias, visando maximizar os lucros em tais obras. Francisco Carlos foi condenado a 4 anos e 6 meses de reclusão e a 3 anos e 6 meses de detenção a ser cumprida, inicialmente, no regime fechado. O MPF suspendeu condicionalmente o processo em relação a Júlio Machado, em virtude de acordo firmado pelo acusado para o cumprimento de algumas determinações legais.
Álbson Pimentel, funcionário da empresa Meca Construções, de propriedade de Marcos Douglas, foi contratado como responsável técnico pela fiscalização e responsável pela elaboração do projeto e execução dos serviços de construção de um portal na cidade de Traipu, sendo também contratado como responsável técnico pela elaboração do projeto de implantação da rede de abastecimento d’água na referida cidade. Álbson foi condenado a 1 ano e 6 meses de reclusão e a 3 anos e 6 meses de detenção.
Eurípedes Marinho, na condição de assessor parlamentar da Câmara dos Deputados, exerceu o papel de “lobista” da quadrilha na Capital Federal, tendo por função facilitar a liberação de recursos federais para os municípios da área de atuação da quadrilha, mediante o pagamento de propina. Além disso, coordenou a entrega de projetos de convênios elaborados pelo denunciado Marcos Douglas. Eurípedes foi condenado a 4 anos e 6 meses de reclusão. Marcos Douglas foi condenado a 13 anos de reclusão e a 3 anos e 9 meses de detenção, pelos crimes do seu pai, a ser cumprido em regime fechado.
diarioarapiraca
28/08/16
