O comunicado emitido pelo governo do presidente Daniel Ortega destacou a rejeição “contundente, enfática e irrevogável” em relação à ação do Equador, classificando-a como inaceitável. Com essa decisão drástica, o governo de Manágua envia um sinal claro ao Panamá, onde o ex-presidente Ricardo Martinelli está refugiado na embaixada da Nicarágua para evitar uma pena de prisão por lavagem de dinheiro.
Essa não é a primeira vez que a Nicarágua se vê envolvida em questões diplomáticas delicadas. Em 2020, o governo equatoriano retirou o asilo político concedido ao fundador do Wikileaks, Julian Assange, na embaixada nicaraguense em Londres. Esse episódio também causou a retirada do embaixador da Nicarágua em Quito naquele ano.
A invasão da embaixada mexicana em Quito gerou indignação internacional e foi considerada uma violação do direito internacional e da soberania do México. Vários líderes políticos e especialistas classificaram o incidente como um escândalo mundial, reforçando a gravidade da situação.
Diante desse contexto tenso e das repercussões internacionais, resta aguardar os desdobramentos dessa crise diplomática entre Nicarágua, Equador e México. Os próximos passos desses países serão cruciais para o restabelecimento das relações e o retorno à normalidade nas relações diplomáticas na região.






