A ministra das Relações Exteriores do México, Alicia Bárcena, expressou sua repulsa à ação equatoriana, afirmando que o pessoal diplomático mexicano deixava o Equador com a cabeça erguida e o nome do México preservado. O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, instruiu a Chancelaria a declarar imediatamente a suspensão das relações diplomáticas com o Equador em resposta ao incidente que ocorreu na embaixada.
A incursão policial na embaixada mexicana foi classificada como um ultraje pelo chefe da missão diplomática mexicana, que lamentou o ocorrido e ressaltou que a ação foi uma clara violação das convenções internacionais de proteção aos espaços diplomáticos. Mulheres e homens polícia uniformizados entraram na embaixada para prender Jorge Glas, que foi posteriormente transferido para uma unidade do Ministério Público em Quito.
O governo equatoriano defendeu a ação alegando abuso das imunidades e privilégios concedidos à missão diplomática mexicana. No entanto, a ministra das Relações Exteriores do México denunciou que o incidente violou a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 1961 e afirmou que seu país recorrerá à Corte Internacional de Justiça para denunciar o Equador.
O asilo concedido pelo México a Jorge Glas, acusado de corrupção durante sua gestão como vice-presidente, havia contribuído para o tensionamento entre os dois países. O Equador considerou a concessão do asilo como ilegal e insistiu que não concederia passagem segura para que Glas pudesse ir para o México. A prisão de Glas foi mais um capítulo em uma série de eventos que abalaram as relações entre os dois países nos últimos anos.
É importante ressaltar que a situação diplomática entre o México e o Equador permanece tensa, com ambos os países defendendo suas posições e buscando soluções para a crise provocada pelo incidente na embaixada. A violação de um espaço diplomático é uma questão sensível nas relações entre nações e requer o cumprimento estrito das normas e convenções internacionais para evitar conflitos maiores.
