“Equador enfrenta estado de guerra com quadrilhas do narcotráfico em ação”.

O Equador enfrenta um cenário de guerra e pânico, com ruas desertas, comércios fechados e o centro de Quito militarizado. A população do país vive sob alerta e apreensão devido ao poder do narcotráfico, que se intensificou nos últimos dias em retaliação aos planos do presidente Daniel Noboa de combater essas organizações criminosas com “mão de ferro”. Os equatorianos demonstram medo e raiva diante da situação caótica que assola o país, marcada por sequestros, agressões a jornalistas, assassinatos e ataques armados.

A capital equatoriana, Quito, está sob a proteção de dezenas de militares, enquanto o Parque La Carolina, um dos maiores da cidade, encontra-se vazio, sem a presença dos praticantes de esportes que costumam frequentar o local. A situação se repete em Guayaquil, cidade portuária que se tornou um centro do tráfico de drogas para os Estados Unidos e Europa nos últimos anos. O clima de insegurança se agravou com uma invasão surpreendente e violenta de um canal de televisão, realizada por homens armados, que ameaçaram jornalistas e feriram dois funcionários.

O presidente Daniel Noboa declarou o Equador em “estado de guerra” e anunciou uma ofensiva contra cerca de vinte organizações criminosas, que juntas somam mais de 20 mil membros, atribuindo-lhes status de “beligerantes”. Diante da nova onda de violência, o país se encontra em estado de exceção, inclusive nos presídios, e sob toque de recolher obrigatório a partir das 23h locais. A fuga de chefes de quadrilhas e detentos de prisões, bem como a captura de “terroristas”, têm sido ações constantes das autoridades equatorianas.

A situação no Equador desperta preocupação internacional, com países como os Estados Unidos, Peru e Colômbia tomando medidas preventivas em suas fronteiras. O Brasil, Colômbia, Chile, Venezuela, República Dominicana, Espanha, União Europeia (UE) e a ONU condenaram a violência, enquanto França e Rússia alertaram seus cidadãos para não viajarem para o país. Localizado entre Colômbia e Peru, os maiores produtores de cocaína do mundo, o Equador se tornou um novo alvo do tráfico de drogas nos últimos anos.

Com um presidente eleito para completar o mandato de seu antecessor, Daniel Noboa prometeu enfrentar o narcotráfico com mão firme, mas a situação no país mostra-se cada vez mais desafiadora. A população equatoriana, com medo e incerteza diante de uma escalada de violência sem precedentes, aguarda por uma solução que traga paz e segurança ao país.

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