O leilão ocorreu sob o modelo de “leilão simplificado”, onde a companhia que apresentasse a menor tarifa de pedágio seria a vencedora. A Régis Bittencourt conta com seis praças de pedágio, estabelecendo uma tarifa de R$ 4,30 para veículos de passeio. A antiga concessionária, Arteris, apenas sugeriu uma redução mínima de 0,01%, enquanto a Motiva apresentou um deságio de 12,10%. O valor da outorga da nova concessão foi fixado em R$ 120 milhões.
Esta rodovia é uma das principais artérias logísticas do Brasil, atravessando 16 municípios em São Paulo e Paraná, e desempenha um papel crucial no escoamento da produção agrícola, bem como em outras cargas oriundas das regiões Sul e Sudeste. Em média, cerca de 29 mil veículos, incluindo ônibus e caminhões, percorrem a estrada diariamente, o que evidencia sua relevância.
A concessão da Régis Bittencourt estava sob a administração da Arteris desde 2008, com um contrato previsto para expirar em 2033. No entanto, devido a desequilíbrios financeiros, a empresa solicitou uma remodelação do contrato à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), que foi aprovada tanto pela agência reguladora quanto pelo Tribunal de Contas da União. O novo contrato, vigente até 2044, prevê investimentos significativos, totalizando R$ 7,2 bilhões, para melhorias operacionais e infraestrutura ao longo do período de concessão.
Entre as diversas melhorias identificadas estão a criação de 68,91 milhas de faixas adicionais, 32,80 milhas de vias marginais, 14 pontos de ônibus, 32,8 quilômetros de ciclovias, além de passarelas, passagens de fauna e iluminação em trechos desafiadores. A nova gestão planeja ainda melhorias em interseções, acessos, macrodrenagem e correções de traçado, com o intuito de aumentar a segurança e a eficiência do tráfego nesta já vital rodovia.
