Investigações Revelam Conexões Financeiras Suspeitas Entre Empresa e Criminosos
Recentemente, a empresa Entre Investimentos e Participações foi identificada como a intermediária dos repasses financeiros do Banco Master para um filme que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. As investigações revelaram que, entre julho de 2022 e dezembro de 2025, a empresa transferiu impressionantes R$ 139 milhões para uma série de empresas que estão sob investigação da Polícia Federal por possíveis atividades de lavagem de dinheiro. Os destinatários desses repasses têm supostas ligações com um esquema de fraudes no setor de combustíveis, além de conexões com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e membros da máfia italiana.
Essas movimentações foram destacadas em um relatório elaborado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que se dedica ao combate à lavagem de dinheiro e está vinculado ao Banco Central. Em resposta às alegações, a Entre Investimentos e Participações enfatizou que todas as suas operações são realizadas de acordo com as normas e regulamentos do mercado financeiro, reiterando o compromisso com a integridade e a transparência.
Em um desdobramento das investigações, dados obtidos indicam que Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, utilizou a empresa para transferir recursos ao fundo Havengate Development Fund LP, sediado nos Estados Unidos, com o objetivo de financiar o filme “Dark Horse”. Documentos revelam que o fundo está vinculado a um advogado que representa o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, embora Eduardo tenha optado por não comentar a situação.
Observações adicionais apontam que a Entre Investimentos também transferiu valores para quatro empresas que foram investigadas na Operação Carbono Oculto, revelando uma rede criminosa envolvida na adulteração de combustíveis e que mantém vínculos com o PCC. As análises do Coaf levantaram um alerta de “suspeição”, sugerindo que a empresa pode ter sido usada como uma “conta de canal de passagem”, refletindo o uso de contas para transações financeiras não típicas.
Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro” e responsável pela gestão da Entre, possui uma história no setor financeiro, transitando por diversas instituições de renome. Recentemente, ele se tornou alvo da Operação Compliance Zero, que incluiu mandados de busca em endereços associados a Vorcaro.
As investigações em torno da Entre e do Banco Master não se limitam a questões criminais. Ambos estão envolvidos em um processo na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por supostas fraudes no mercado financeiro, levantando sérias questões sobre a legitimidade das operações realizadas.
A situação permanece sob vigilância, à medida que autoridades continuam a investigar as complexas redes de pagamento e as ligações entre os envolvidos, revelando um cenário de corrupção e irregularidades que abalam as fundações do sistema financeiro.





