O caso da família é angustiante. Apesar de possuírem vistos válidos, não conseguiram a permissão para entrar no Brasil. Abdallah expressou sua preocupação em um vídeo, destacando o impacto psicológico e as consequências para a saúde de sua família. A situação tornou-se tão crítica que a família recorreu à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, buscando uma solução imediata para a sua condição.
O manifesto dos grupos envolvidos ressalta a gravidade do caso, especialmente pela condição da gestante, que corre o risco de perder o bebê. As organizações enfatizam que a permanência da família na área restrita, sem garantias de assistência médica, pode constituir uma violação aos direitos humanos, afetando diretamente o direito à saúde e a dignidade humana, especialmente no que diz respeito à proteção de crianças e gestantes.
Além disso, o documento critica a falta de coordenação entre os órgãos responsáveis, como a Polícia Federal e o Ministério das Relações Exteriores, e levanta preocupações sobre a possibilidade de repatriação da família como solução administrativa. O manifesto exige exigências claras, como o imediato atendimento médico para a gestante, condições dignas para a família e uma solução humanitária para o caso.
De acordo com Willian Fernandes, advogado que defende a família, a situação deveria ser tratada não apenas sob a ótica do controle migratório, mas sim como uma questão de acolhimento humanitário. A pressão das organizações e a mobilização social refletem a necessidade urgente de que o caso seja avaliado com sensibilidade e humanidade. A espera da família egípcia pela aprovação do pedido de refúgio continua, evidenciando a fragilidade das políticas migratórias e os impactos diretos sobre aqueles que buscam proteção em outro país.
