Apesar de sua entrega espontânea, o suspeito não pôde prestar depoimento em sua totalidade. Durante a tentativa de registro, o jovem passou mal, sofrendo crises de convulsão, o que impossibilitou o prosseguimento da sessão. A equipe policial da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) remarcou o depoimento para terça-feira (10).
O chefe de operações, Lopes Jr., forneceu informações detalhadas sobre o estado em que o corpo de Yasmin foi encontrado. A adolescente estava seminua e apresentava marcas de agressão no pescoço e tórax, potencialmente causadas por pedaços de um espelho quebrado. Havia também ferimentos na cabeça da jovem, sugerindo que ela pode ter sido atingida com pedras.
A relação entre o suspeito e a vítima foi descrita como tumultuada. De acordo com a mãe do jovem, os dois começaram a namorar há cerca de um ano, terminaram, mas recentemente reataram. No entanto, devido às constantes confusões, a mãe do rapaz havia solicitado que Yasmin se retirasse de sua residência. Informações dos familiares indicam que o jovem enfrenta problemas de saúde mental e faz uso de medicamentos controlados desde a infância. O histórico de uso de bebidas alcoólicas e o comportamento alterado do suspeito quando sob efeito do álcool também foram confirmados.
Até o momento, a motivação do crime não foi revelada. A mãe e a irmã de Yasmin já prestaram depoimento à polícia. Devido às condições de saúde do suspeito, que incluem convulsões, ele foi liberado temporariamente com a orientação de retornar para um novo depoimento no dia seguinte, acompanhado de seu advogado.
Este caso trágico evidencia não apenas a brutalidade de crimes passionais, mas também levanta questões sobre a interferência de problemas de saúde mental e uso de substâncias no comportamento violento. A continuidade da investigação deverá esclarecer os motivos que levaram ao assassinato de Yasmin Vitória e as circunstâncias em que o crime ocorreu.
