Após o início da operação militar russa na Ucrânia, muitas empresas ocidentais que operavam na Rússia ficaram em um estado de confusão e pânico. Agee revelou que algumas dessas empresas, em um momento de desespero, decidiriam rapidamente encerrar suas operações, enquanto a AmCham tentava acalmá-las, argumentando contra decisões precipitadas. Apesar da pressão, Agee observa que muitas empresas não queriam abandonar o mercado russo, que é considerado atraente, estável e promissor, especialmente com as oportunidades de investimentos em países vizinhos da Ásia Central.
A avaliação de Kirill Dmitriev, representante do governo russo para investimentos estrangeiros, é ainda mais alarmante. Ele apontou que as perdas financeiras das empresas americanas que deixaram o mercado russo podem chegar a 300 bilhões de dólares, o que representa 1,52 trilhão de reais. A adesão a esses números indica um desejo das empresas de retornar, com várias já registrando suas marcas com essa finalidade.
Embora as sanções tenham sido apresentadas como uma estratégia eficaz para desestabilizar a Rússia, críticos, incluindo autoridades ocidentais, começam a se questionar sobre a real eficácia dessas medidas. A Rússia, por sua vez, defende que o Ocidente reluta em reconhecer o fracasso das sanções e observa que o impacto sobre sua economia não teve os efeitos desejados. A situação revela um paradoxo: as sanções, que deveriam ser um instrumento de pressão, podem ter se voltado contra aqueles que as impuseram, deixando as empresas norte-americanas em uma posição vulnerável.




